A Maestria das notas musicais
A Arte do violão
sábado, 22 de novembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
1-Aulas 1,2,3,4
O Violonista
Violão - Iniciando o estudo
No começo há a empolgação a vontade de tocar o desejo de aprender o mais rápido possível... Ah!... As músicas que queremos aprender... Os solos que Iremos tocar... Isso é tudo o que temos em mente quando começamos a estudar música. Pelo menos foi assim comigo. Mas após algumas aulas, percebemos que não será uma tarefa assim tão fácil.
Primeiro é preciso desenvolver a técnica inicial do instrumento, e isso só se consegue através de exercícios repetidos à exaustão. Sem isso, simplesmente não conseguimos fazer os acordes e as mudanças de posições necessárias para executar uma música. Se você está nesta etapa do aprendizado, só posso lhe dizer que apesar de ser uma fase chata é de extrema importância que você pratique os exercícios e desenvolva a técnica tanto da mão esquerda quanto da mão direita. Aliás, se você for destro, enfatize a técnica da mão direita (falaremos sobre isso em outra oportunidade).
A próxima fase do estudo é o desenvolvimento da linguagem musical, conhecimento dos aspectos teóricos da música e desenvolvimento do repertório inicial. Nesta etapa a evolução técnica vem com a prática de tocar e é necessário aqui destacar a importância de se conhecer os diversos estilos musicais, independentemente de seu gosto particular, pois todos os estilos musicais oferecem alguma dificuldade técnica a ser superada.
Finalmente, após todo este sofrimento, o aluno atinge a maturidade musical, sua técnica está desenvolvida, seu conhecimento teórico lhe proporciona uma execução mais fiel da peça musical escolhida, e sua confiança permite aventurar-se na execução de peças mais complexas, o ouvido musical está plenamente desenvolvido e já é possível tirar suas próprias músicas de ouvido bem como criar uma maneira toda particular de tocar.
É este o objetivo que devemos procurar como instrumentistas, seja qual for o instrumento escolhido deve-se ter em mente chegar a este ponto do desenvolvimento, que lhe permitirá um completo domínio de todos os aspectos da execução musical.
Bem, acho que já deu para perceber o longo caminho que teremos de percorrer. Nos próximos artigos, veremos como atingir este objetivo, e iniciaremos a caminhada rumo ao aprendizado deste maravilhoso instrumento que é o violão.
Boa sorte e bons estudos. Professor Joel S.Martins
O esquema abaixo mostra o violão e os nomes de suas partes.
BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE VIOLÃO

A nomenclatura que usaremos para os dedos será a seguinte:
MÃO ESQUERDA MÃO DIREITA
INDICADOR------- “1” POLEGAR------ “p”
MÉDIO------------- “2” INDICADOR----“i”
ANULAR----------3” MÉDIO-------- “m”
MÍNIMO----------- “4” ANULAR------- “a”
Se você for canhoto, terá que inverter a nomenclatura dos dedos das mãos.

2-Aula. Introdução AS CIFRAS
Cifra é uma forma de escrita musical que associa as sete notas musicais
às sete primeiras letras maiúsculas do nosso alfabeto. Hoje em dia a
cifra é mais utilizada para a escrita dos acordes (duas ou mais notas
tocadas ao mesmo tempo) e além das letras maiúsculas, utiliza também
letras minúsculas, números e sinais.É um sistema universal usado em instrumentos musicais.
A B C D E F G
Cada letra representa uma nota:
A: LÁ
B: SI
C: DÓ
D: RÉ
E: MI
F: FÁ
G: SOL
Então:

Os acordes menores apareceram com letra maiúsculas, porém terão também a letra m em letra minúscula para indicar que são acordes menores.
2. AS CASAS
Deve-se começar a contar as casas (que ficam entre os TRASTOS) a partir da PESTANA, na ordem crescente.
3. AS
As cordas devem ser contadas de baixo para cima. No caso das cifras leve em consideração que a primeira corda da sua direita é a 1ª corda (a de baixo). Conte as cordas do jeito certo, senão o resultado não fica bom.
De
posse dessa informação, passemos para a nomenclatura das cordas e sua afinação:
3-Aula. Agora,vamos aplicar os (Rasqueado ou seja as batidas ) nos acordes que aprendemos na Aula anterior;
| Exercício n. 1 |
| Exercício n.2 |
Nesta terceira aula, passarei um exercício de rasqueado (batidas) básica, e este exercício deve ser praticado todos os dias e repetido diversas vezes durante o estudo, até ficar prático.
4-Aula.Exercício de abertura para mão esquerda.
Vamos ver agora como se pratica este exercício?
Exercícios para a Mão Direita.
As setas vermelhas no quadro acima indicam a direção do movimento, da 1ª casa em direção a 4ª casa, e da 6ª corda em direção à 1ª Corda. (As casas recebem números crescentes à medida que se aproximam do corpo do violão).
Vejamos passo- a -passo:
Pressione a 6ª corda, com o dedo 1, na 1ª Casa (onde está o número 1 no desenho)toque.
Pressione a 6ª corda, com o dedo 1, na 1ª Casa (onde está o número 1 no desenho)toque.
Pressione a 6ª corda com o dedo 2, na 2ª casa e toque.
Pressione a 6ª corda com o dedo 3, na 3ª casa e toque.
Pressione a 6ª corda com o dedo 3, na 3ª casa e toque.
Pressione a 6ª corda com o dedo 4, na 4ª casa e toque.
· Desça para a próxima corda (5ª) e repita os passos anteriores;
· Faça o mesmo com todas as cordas até chegar ao dedo 4, na 4ª casa da 1ª corda.
E lembre-se: O objetivo e regularidade e não velocidade.
Pratique devagar tomando o cuidado de observar o som emitido a cada
toque, o som deve ser nítido e ter volume.
O ideal é praticar este exercício com o auxilio de um
metrônomo (Instrumento dotado de mecanismo de relojoaria utilizado para
marcar os diversos andamentos dos tempos dos compassos. Hoje em dia pode
Ser encontrado também na forma digital.)
Mas na falta de um metrônomo, você pode usar a seguinte
dica para começar a desenvolver a regularidade, utilize um relógio,
observe o ponteiro dos segundos e tente tocar cada nota junto com os
movimentos do ponteiro.
4-Aula. Dedilhados
Nestes exercícios o polegar tocara a 6ª corda, e os dedos Indicador, Médio e Anular tocarão a 3ª, 2ª e 1ª cordas respectivamente.
1) P – I – M – A
2) P – I – A – M
3) P – M – I – A
4) P – M – A – I
5) P – A – I – M
6) P – A – M – I
7) P – I – M – A – M – I
Estes exercícios consistem simplesmente em praticar as
seqüências de dedos, respeitando as cordas indicadas para cada dedo, ou
seja, Polegar – 6ª Corda, Indicador – 3ª Corda, Médio – 2ª Corda e
Anular – 1ª Corda. Repita o exercício até que fique fácil de fazer e lembre-se: Regularidade!
Nos próximos artigos veremos outros exercícios para técnica e coordenação motora.
Os objetivos a serem atingidos são a regularidade rítmica
(mesmo intervalo de tempo entre cada nota) e igualdade de intensidade
(do início ao fim com o mesmo volume.)
Bons estudos.Prof. Joel.S.Martins
Bons estudos.Prof. Joel.S.Martins
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
6-Aulas.5,6,7,8,9
5-Aula. Introdução a Leitura Musical (Partitura)
Observe que as linhas e espaços são contados de baixo para cima. É nas linhas e nos espaços que se escrevem as notas que representam os sons musicais.
Claves – São sinais usados geralmente no começo da pauta, para determinar a posição das notas nas linhas e espaços, bem como, a sua altura na Escala Geral dos Sons.
A Clave é de fundamental importância na escrita musical e não pode ser suprimida, pois uma nota escrita na pauta sem clave, não representa som algum.
Clave de Sol - A Clave de Sol é utilizada para escrever os sons agudos e é a clave utilizada pelo Violão. Apesar de ter uma extensão que vai do grave ao agudo, o violão tem sua tessitura anotada na clave de sol pelo fato de sua escrita ser anotada uma oitava justa acima do som real. Portanto, o violão é um instrumento transpositor.
A Clave de Sol determina a posição da nota sol na 2ª linha. Tendo-se esta, conhecem-se as demais contando a partir da nota sol ascendentemente se a nota estiver acima da segunda linha ou descendentemente se a nota estiver abaixo.
A pauta com suas cinco linhas e quatro espaços não pode conter todas as notas musicais, por esse motivo, com o intuito de expandir seus limites, nós eventualmente utilizamos um conjunto de linhas extras chamadas suplementares superiores e inferiores quando acima ou abaixo da pauta respectivamente.
As linhas e espaços suplementares recebem numeração (assim como as linhas e espaços da pauta) crescente à medida que se afastam da pauta. O número de linhas ou espaços suplementares não é limitado, contudo, recomenda-se que sejam utilizadas no máximo cinco linhas suplementares, tanto inferiores, quanto superiores.
Agora só me resta passar um exercício de leitura para você treinar e começar a decorar a posição das notas musicais na pauta com clave de sol.
Imprima o exercício e pratique lendo e falando as notas. Comece devagar e tente se lembrar das posições das notas das linhas e das notas dos espaços.
6-Aula. Primeiros Exercícios de Leitura
Lembrando:
3ª Corda Solta = Nota Sol
2ª Corda Solta = Nota Si
1ª Corda Solta = Nota Mi
6ª Corda Solta = Nota Mi
5ª Corda Solta = Nota La
4ª Corda Solta = Nota Ré
Primeiros Exercícios de Leitura Usando Cordas Soltas
Obs: Os exercícios a seguir devem ser praticados lentamente.
Os objetivos a serem atingidos são:
• Postura correta das mãos;
• Regularidade rítmica entre as notas, se possível treinar com metrônomo;
• Controle da intensidade (volume igual do começo ao fim);
Após atingir os objetivos propostos acima, você poderá aumentar gradativamente a velocidade desde que mantenha o foco na regularidade.
Esses exercícios devem ser praticados como polegar apoiado na sexta corda.
Lembre-se que as letras i – m – a sobre as notas no primeiro compasso de cada exercício referem – se aos dedos da mão direita. Os compassos seguintes devem ser executados com a mesma seqüência de dedos.
Observe que no fim de cada exercício aparece uma barra dupla com dois pontos:
Este sinal é chamado ritornello e indica que o trecho deve ser repetido.
Os exercícios a seguir devem ser praticados com os mesmos objetivos dos anteriores e sua execução deve ser com os dedos indicador, médio e anular apoiados nas três primas, na seguinte ordem: Indicador – 3ª corda, Médio – 2ª corda e Anular – 1ª corda.
Pratique estes exercícios com cordas soltas tocando e falando os nomes das notas ao mesmo tempo para a melhor fixação da posição das notas na pauta
Nos próximos artigos veremos a localização das notas da primeira região do braço do violão e praticaremos mais exercícios.
7-Aula. Figuras de Ritmo / Fórmula de Compasso
Dividem-se
em dois grupos:
Figuras
de valor positivo – Representam os sons.
Figuras
de valor negativo, também chamadas de pausas – Representam os momentos de
silêncio.
Valores
Negativos
Observando
o quadro acima, podemos perceber que para cada uma das figuras de ritmo
localizadas na pauta superior, existe também uma pausa localizada na pauta
inferior. A diferença é que as figuras da pauta superior representam os sons
(notas) enquanto que as figuras da pauta inferior representam o silêncio.
Note
ainda os números em forma de fração que representam as figuras. Estes números
são muito importantes pois nos indicam o valor proporcional de cada figura
em relação à semibreve ( figura de maior
valor).
Atenção: As frações representam à proporção
que existe entre cada figura e a semibreve e não o seu valor real.
A
proporção entre as figuras é fixa, portanto, se eu atribuir valores diferentes
a uma figura, todas as outras mudarão também de valor para que seja mantida a
proporção entre elas.
Vou dar
um exemplo:
Digamos
que a semibreve esteja valendo 8. Conseqüentemente, a mínima (1/2) estará
valendo 4 pois a mínima vale a metade de uma semibreve. E a Semínima estará
valendo 2, pois ela vale ¼ da semibreve.
Se eu
mudar o valor da semínima para 1, conseqüentemente a semibreve passará a valer
4, assim , estará mantida a proporção entre elas.
Como
vimos no exemplo acima o valor real das figuras é variável. Este valor
dependerá da fórmula de compasso,
que estudaremos a seguir.
Fórmula de compasso
A fórmula
de compasso é a receita para se construir os compassos de uma música. Mas antes
de conhecê-la precisamos entender o que é compasso.
Quando
ouvimos uma música com atenção, podemos perceber que ela possui uma pulsação
básica e constante que podemos sentir do começo ao fim da música. É através desta
pulsação que os músicos conseguem tocar em conjunto e na mesma velocidade.
Para
facilitar a contagem dos tempos (pulsação) de uma música, é necessário
dividi-la em pequenos trechos com a mesma quantidade de tempos. Esses trechos
são chamados de compassos.
Observe o
trecho musical abaixo:
No
exemplo acima podemos ver claramente os compassos divididos, podemos ver também
as barras simples ou travessões usadas para separar os compassos.
Note que
junto à pauta encontram-se dois números dispostos em forma de fração, trata-se
da fórmula de compasso.
A Fórmula
de Compasso Determina como os compassos serão construídos quantos tempos terão
e o valor real das figuras em tempos.
O
numerador da fórmula de compasso determina a quantidade de tempo em cada
compasso. O denominador determina qual
figura valerá 1 tempo, no caso acima o 4 representa a figura ¼ ou seja a
semínima.
O Número
de baixo da fórmula de compasso só pode ser um dos seguintes:
- 1 representa a semibreve (o inteiro)
- 2 representando a mínima (metade da semibreve)
- 4 representando a semínima (1/4 da semibreve)
- 8 representando a colcheia (1/8 da semibreve)
- 16 representando a semicolcheia (1/16 da semibreve)
- 32 representando a fusa (1/32 da semibreve)
- 64 representando a semifusa (1/64 da semibreve)
Vamos
analisar o trecho a seguir:
O número
de cima da fórmula nos diz que cada compasso possui dois tempos (compasso
Binário) enquanto o número de baixo nos diz que a semínima vale 1 tempo (unidade
de tempo), logo a mínima vale 2 tempos (unidade de compasso pois preenche o
compasso todo) e a semibreve vale 4 tempos
(não cabe no compasso pois o compasso é de 2 tempos).
Neste
segundo exemplo, temos um compasso ternário (três tempos) e a unidade de tempo
é a colcheia, ou seja a colcheia vale 1 tempo, a semínima vale 2 tempos, a
mínima vale 4 tempos e assim por diante.
É isso aí, espero que as informações sejam úteis.
8-Aula. Exercícios de leitura sobre a 6ª, 5ª e 4ª Cordas
Observe agora as mesmas notas escritas na pauta:
Observe os números abaixo das notas, eles representam os
dedos da mão esquerda, com os quais as notas devem ser digitadas no braço do
violão. O zero representa a corda solta.
Os próximos exercícios devem ser feitos com o polegar. Os
dedos indicador, médio e anular devem permanecer apoiados sobre a 6ª, 5ª e 4ª
cordas respectivamente.
Exercícios de leitura sobre a 6ª Corda.
Exercícios de Leitura sobre a 5ª Corda.
Exercícios de Leitura sobre a 4ª Corda.
Agora para finalizar vamos fazer
um exercício que mistura as notas das três cordas anteriores.
Exercícios de Leitura misturando notas da 6ª, 5ª e 4ª Cordas.
Pratique estes exercícios falando os nomes das notas
enquanto toca, assim fica mais fácil decorar suas posições.
9-Aula. Localização das notas sobre a 3ª, 2ª e 1ª Cordas na 1ª Região.
É hora de nos familiarizarmos com as notas da 3ª, 2ª e 1ª cordas para
podermos iniciar o estudo dos exercícios referentes a essas cordas.
Observe o quadro abaixo:
Os próximos exercícios utilizarão essas notas, procure observar a
digitação, pois além de conhecer as notas, esses exercícios visam o
desenvolvimento da coordenação motora inicial.
Também é importante lembrar que todos os exercícios devem ser praticados até seu total domínio.
Também é importante lembrar que todos os exercícios devem ser praticados até seu total domínio.
Os objetivos a serem atingidos são:
• Regularidade;
• Sonoridade clara.
• Sonoridade clara.
Exercícios sobre a 3ª Corda
Exercícios sobre a 2ª Corda
Exercícios sobre a 1ª Corda
Exercício Misto
Este exercício misto possui notas da 5ª e 4ª cordas, se tiver alguma dúvida consulte a 8 Aula
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